domingo, 19 de janeiro de 2014

A alegria do Facebook e a tristeza do Tumblr

  Ah, o exagero. Sempre provocando estragos.
 
  Numa conversa de metrô, escutei eu minha colega de trabalho enquanto ela expunha sua opinião sobre o que poderíamos chamar de "ditadura da felicidade". Para ela, vivemos numa cultura que exige que estejamos sempre alegres e festejantes, fenômeno grandemente influenciado pelas redes sociais, como o Facebook.
 
 Não é surpresa nenhuma quer a teoria fela seja compartilhada por muitas outras pessoas. Inclusive, já li uma reportagem sobre como o Instagram é praticamente movido a inveja. Fotos superproduzidas para exibir a todos, enquanto você admira realidades tão distantes da sua (nem sempre, claro).

  Concordo que isso não é nada saudável. Inconscientemente, nos é dada uma fórmula da "vida legal". Uma não; várias, vindas de todos os lugares. Não quero  dar uma de chata-que-implica-com-tudo, não me levem a mal. Mas é necessário ficar atento, não deixar-nos cegar por palavras às vezes vazias e flashes banais. E não nos esquecermos que a vida também vai ser triste, difícil, q que nada disso é errado; somente humano.

  E é aqui que eu quero começar a falar do Tumblr. Essa é a minha rede social favorita, acho-a muito engraçada.Talvez vocês não estejam entendendo. "Mas no título não é 'a tristeza do Tumblr'?". Pois bem, já vou explicar.

  São postagens que, confesso, geralmente me divertem. Entretanto, quais seriam suas tristes causas e consequências? E quando elas exageram? Eu estou falando dos posts autodepreciativos, e dos que também exaltam a timidez em excesso, comportamentos antissociais, etc.

  Vejo essas atitudes como uma forma de abraçar o que essas pessoas têm dificuldade em vencer. Isso pode ser bom, até porque, muitas vezes, o humor está lá em peso, e ele é um dos melhores remédios. Mas pode ser ruim quando isso diminui sua autoestima e sua dignidade como ser-humano.

  Mais equilíbrio, por favor, Nossa vida é feita de alegrias e tristezas, e é muito válido que você compartilhe-as, na dose certa, com o mundo, Acredito no poder de exaltarem mais a felicidade , mas creio que não devemos endeusar, artificializar nenhum desses sentimentos. Temos que entendê-los, aprender a conviver com eles e, enfim, escolhermos levá-los adiante ou arrancá-la e jogá-los para longe.

  Nem a alegria artificial do Facebook nem a tristeza endeusada do Tumblr.

  A verdade da vida.

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