quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Resenha: A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells

A Guerra dos Mundos é um livro escrito pelo britânico H. G. Wells (1866- 1946), publicado pela primeira vez em 1898.  A história é uma ficção científica, gênero cuja invenção muitos atribuem ao próprio Wells.

O romance se passa em junho de algum ano entre os "últimos anos do século XIX", segundo consta no livro, na cidade de Londres e seus arredores.

O livro fala da vinda dos marcianos à Terra, e a guerra que se seguiu. Tudo começou com a queda de um cilindro, de onde saíram os primeiros marcianos, que começaram a construir diferentes máquinas e atacar a vida terrestre. Eles tinham como armas raios de calor (o que hoje chamaríamos de raios laser), a liberação de uma fumaça preta altamente mortífera, e além disso também trouxeram uma erva vermelha que tomou conta da cidade londrina e seus vilarejos.

As personagens não são de muita importância nesse livro. O narrador é uma das personagem principais, junto com os marcianos, mas nem seu nome sabemos. Só o que nos é informado é sua profissão de autor de livros com teor filosófico. Ele nos conta essa história apocalíptica como se estivesse relatando tudo a um visitante enquanto tomam o chá das cinco.

"Na primeira parte do livro, desviei-me tanto de minhas próprias aventuras para contar as experiências de meu irmão que, ao longo dos dois últimos capítulos, eu o vigário ficamos escondidos na casa vazia de Halliford, onde nos refugiamos da fumaça preta. Vou retomar dali." pg. 135
Como vocês podem ver no trecho acima, outras personagens são o irmão do narrador e o vigário, além de um artilheiro. Porém, como disse, o que importa mesmo é muito mais a humanidade como um todo, talvez a razão pela qual nenhum deles tenha nome.

Com as memórias do irmão e suas próprias experiências, o narrador vai nos contando como fugia dos marcianos, como foram seus encontros com eles, e o que aconteceu a outras pessoas, em outros momentos.

A história é dividida em dois "livros", o que é mais comumente chamado de "partes". O primeiro é "A Chegada dos Marcianos" e o segundo "A Terra em Poder dos Marcianos". Há muita descrição, mas não de uma maneira enfadonha. Afinal, quando um autor nos apresenta algo novo, ele precisa descrevê-lo bem para que possamos visualizá-lo, e temos que ter em mente que este livro foi escrito num tempo que carroças ainda eram amplamente usadas em plena Londres. As pessoas não estavam acostumadas a ler histórias de alienígenas.

Eu gostei de ler o livro, matei minha curiosidade que tinha surgido quando já há um tempo eu descobri que o filme que eu tanto gostava (o dirigido pelo Steven Spielberg, com o Tom Cruise e a Dakota Fanning) tinha sido baseado num livro. Eu não fiquei superempolgada com a história, achei-a bem plácida. Em nenhum momento eu me senti angustiada com os marcianos. Só mais para o fim do livro que houve partes mais, digamos, "tocantes". Felizmente o livro flui bem, não é nada pesado.

Queria fazer uma observação sobre a diagramação da edição que li. No começo de cada página tem um desenho da cidade e uma máquina marciana, e a cada página que passa ela parece avançar. Achei muito legal e criativo.




Como eu acabei de dizer, eu gostei de ter lido A Guerra dos Mundos. Afinal é um clássico, e bem interessante. Recomendo a todos que gostam de ficção científica e de histórias fantásticas, até mesmo existencialistas.


Negão (Conto)

Uma petição corria pela rua. "O Negão é nosso". Pela primeira vez, os moradores se uniam para alguma coisa. Pelo Negão valia a pena. 

-Ela chegou toda quietinha e agora tá dando o bote! Mas a gente vai deixar? Não! A gente não vai! 

"Ela" era Vera, nova vizinha. Tinha chegado "quietinha", não falava com ninguém, não frequentava os comércios da rua, não tinha ninguém. As crianças a chamavam de Bruxa dos 71, apesar de ser relativamente nova, 40 anos. Rosto inexpressivo, passos rápidos, vestes casuais. 

-Toda aquela antipatia nojenta dela...era chato mas a gente aguentava. Mas o negócio apertou quando ela veio tirar o Negão da gente. Negão é rei aqui, cara. É de todo mundo, saca? Não é propriedade privada. 

O aperto do negócio foi Vera ter acordado mais cedo um dia e pegado o cachorro para ela. Quando a rua acordou, Negão não estava lá. E não porque estava vagando; os que moravam mais perto viram e os outros ficaram sabendo: o mascote da rua estava atrás das grades de Vera, a nova vizinha. 

Já começou o bafafá, o disse-que-disse, e a menininha surgiu com a ideia. 

-Uma petição! Assim ela vai ver que não tem só ela que gosta do Negão. 

Alguém mais influente da rua falou que tudo bem, tentariam isso, mas se não resolvesse aquele cachorro sairia de lá por bem ou por mal. 

Correram pela rua e coletaram 90 assinaturas. Havia uns gatos pingados que ou não conheciam a fama do cachorro (ah, não sei, moço, tem tanto vira-lata por aí) ou nem eram da rua, mas eles faziam questão de explicar, e para se livrar e poder ir para a casa o povo assinava. 

A menininha e o alguém mais influente foram bater palma na casa de Vera e entregar a petição. Ela não estava ou não atendeu. Deixaram na caixa de correio. 

No outro dia, encontrava na calçada um papel: "Caiam fora". 

-Eu disse que se não resolvesse a gente ia dar um jeito. 

"O Negão é nosso, o Negão é nosso". Uma baderna instalou-se no lugar: panelas sendo batidas, gritos estridentes, até outros cães vieram acudir a manifestação. 

Aquilo durou 20 minutos, até que Vera saiu e abriu o portão, deixando Negão sair. Assim. 

Silenciosamente. Com as narinas dilatadas de nervoso, entretanto... 

O cachorro foi recebido por uma verdadeira algazarra, quase um "Dia do Fico", mas na verdade o 

"Dia do Fui Liberto (Au Au)". 

No dia seguinte Vera mudou-se de novo. 

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Esse conto eu fiz para uma atividade da faculdade, inspirado num cachorro que vivia na minha antiga rua. Logo depois que eu me mudei, fiquei sabendo que ele tinha sido envenenado e morrido. Sendo assim, esse post fica em homenagem dele.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dica do blog: Pablo Alborán

Hoje a dica é uma das coisas que eu mais gosto nessa vida: música!!!



Pablo Alborán é um espanhol de 23 anos. Seu primeiro CD, autointitulado, foi lançado em 2011. Sua música é cheia de romanticismo e, para melhorar, é ele o compositor. A influência do tradicional flamenco é visível no ritmo e em sua voz cheia de sentimento. Ele toca violão, piano e além de todo esse talento musical, ainda é carismático e simples, como podemos ver nessa entrevista que ele deu em Portugal:




Ele já lançou um álbum acústico, também em 2011, e um de inéditas, Tanto, em 2012.

Fiquem com três das minhas músicas favoritas dele:

Solamente tú




Perdóname (com a fadista Carminho)




Éxtasis




Gostaram? Já conheciam? Deixem nos comentários!


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Entendendo o cutting (tradução de artigo em inglês)

Desde que a Demi Lovato começou a falar abertamente sobre seus problemas, que incluíam o cutting, eu fiquei ainda mais interessada por esses assuntos. Falta informação, falta gente querendo saber o que acontece, falta atenção, falta conscientização. Fiz uma busca no Google e achei um ótimo artigo, direcionado às pessoas que se cortam e às outras pessoas envolvidas, escrito pela Dena Yohe. Dediquei-me por um tempo à tradução deste, e hoje mostro para vocês o resultado. De pouco em pouco a gente vai conseguindo fazer um mundo melhor...

Entendendo o cutting

Escrito por Dena Yohe

Minha filha se cortou pela primeira vez quando tinha 12 anos de idade. Hoje, 11 anos depois, ela ainda está lutando para superar este problema. Na época, eu não sabia absolutamente nada sobre automutilação e isso me apavorou. Eu fiquei chocada e não entendia por que ela faria algo assim. É importante entender o cutting- o que é, quem faz, o porquê das pessoas fazerem, e como obter ajudar para que você ou um amigo parem de se machucar por dentro e por fora.


O que é o cutting?

Cutting caracteriza-se por alguém que pega algo afiado, como uma navalha, faca, tesouras ou pedaços de vidro, e passa pelo corpo, geralmente ao ponto de sangrar ou machucar. A maioria dos cortes é feita nos braços, pulsos e pernas. Às vezes, as pessoas cortam o peito, estômago, rosto, pescoço, seios ou genitais. Cortar os braços e pulsos é o caso mais comum porque na maioria das vezes é mais fácil inventar desculpas para as marcas nessas partes do corpo, algo como "Meu gato me arranhou", ou "Eu tive um acidente na cozinha".

O cutting é uma forma de automutilação. Além de se cortar, as pessoas também podem se machucar de outras maneiras, incluindo arranhar-se, queimar-se, mexer em feridas, puxar o cabelo, dar socos ou bater a cabeça. As pessoas se cortam para lidar com problemas difíceis ou sentimentos que elas não podem expressar verbalmente.


Quem se corta e por quê?

Quase dois milhões de pessoas se cortam de alguma forma nos Estados Unidos. A maioria é adolescente ou jovens adultos, e eles são de todas as etnias e origens. Geralmente eles usam calças ou camisetas longas para esconder os cortes, até mesmo em dias mais quentes.
A maior parte das pessoas têm dificuldade em entender a razão de alguém, intencionalmente, se cortar. Mas, para aqueles que se cortam, há algumas razões típicas:
dor emocional que eles não conseguem pôr em palavras
ganhar uma sensação de controle quando as coisas estão fora de controle em suas vidas
autopunição por pensamentos ou atitudes problemáticas
alguns acham que os cortes têm um efeito calmante
para que as outras pessoas reajam à prática.

Não importa o motivo. O cutting é um comportamento sério e perigoso, e pode ser sinal de um outro problema.
Muitas pessoas que se cortam também tem um transtorno alimentar como anorexia ou bulimia. Alguns podem estar passando por depressão. Outros podem ter sido abusados sexual ou fisicamente.

O cutting é uma tentativa de suicídio?

Na maioria das vezes, as pessoas que se cortam não estão tentando se matar. Por outro lado, o cutting pode oferecer risco de vida. Na verdade, às vezes, elas não conseguem controlar o ferimento e morrem acidentalmente.


Como eu posso ajudar um amigo com esse problema?
Se você tem suspeitas, vá em frente e pergunte a eles. Amigos com problemas de cutting geralmente ficam felizes em poder conversar sobre isso. Se você perguntar e a pessoa não estiver se automutilando, ela não vai começar a fazer isso só pela sua pergunta. Se eles deixam as feridas descobertas para que você possa ver, eles querem que vocês perguntem. Ofereça opções mas não diga ao seu amigo o que fazer. Se alguém está se cortando ou cometendo outro tipo de automutilação como uma maneira de se sentir no controle, não vai ajudar se você tentar assumir o controle da situação. Ajudar alguém inclui formas de obter ajuda- como conversar com os pais, um líder religioso, professor, conselheiro ou um profissional de saúde psicológica- pode ser a melhor coisa a se fazer.

Eduque-se sobre o assunto. Dois sites úteis para tanto a pessoa que está sofrendo com o cutting quanto sua família e amigos são: selfinjury.com e selfmutilatoranonymous.org. Eles têm até reuniões de grupos de apoio online. Alguns bons livros são Inside a Cutter's Mind: Understanding and Helping Those Who Self-Injure da Jerusha Calrk e Dr. Earl Henslin, Bodily Harm: The Breakthrough Healing Program For Self-Injurers da Karen Conterio e o Ph. D Wendy Lader e A Bright Red Scream: Self-Mutilation and the Language of Pain da Marille Strong. *

Também procure ajuda para você. Conhecer um amigo que está passando por isso pode ser assustador e estressante. Considere conversar com alguém que você confie. E lembre-se, mesmo se você não quiser compartilhar o segredo do seu amigo, você ainda pode falar com um psicólogo sobre como isso está te afetando. Não se esqueça que você não é o responsável por acabar com a automutilação do seu amigo. Não se pode forçar alguém a parar ou a buscar ajuda de um profissional. Não se pode consertá-los ou mudá-los, mas o que você pode fazer, sempre, é continuar sendo um amigo confiável e atencioso. Só de perguntar e encorajá-lo a buscar ajuda mostra que alguém se importa. Pode ser exatamente o que eles precisam para dar o próximo passo.


Como eu posso me ajudar?
Fale com alguém em quem você confia. Talvez seja um dos seus pais ou um bom amigo. Conte-lhes que você está se cortando, e que quer parar. Peça que eles te ajudem a buscar ajuda. Saiba que você pode receber algumas reações não muito boas, como negação, tristeza ou raiva, mas isso vai passar. Se não se sentir confortável com isso, entre em contato com um grupo de saúde mental na sua região. Há muita ajuda disponível e isso pode ser superado.
O cutting não é algo para se lidar sozinho. Há terapeutas e grupos de apoio que podem te ajudar a resolver as razões dos seus cortes. Mesmo se você estiver nervosa para procurar ajuda, dê esse passo, porque AGORA é a melhor hora para fazê-lo. Se você esperar, o problema só vai ficar maior e mais difícil de esconder. Você pode parar de se cortar!
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*Procurei mais alguns bons artigos em português sobre o assunto: 

Tradução e adaptação: Natalia Oliveira, blog Livre Queda (se for usar, dê os devidos créditos)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dica do Blog: site List Challenges

Clique para ir ao site

Essa é uma dica divertida, para quem está sem muita coisa para fazer e gosta de conferir listas sobre filmes, livros, comida e outros. Nesse site você pode interagir com essas listas, e é bem viciante.

Você pode, por exemplo, ver os 101 livros mais vendidos de todos os tempos e marcar aqueles que você já leu. Ou até mesmo marcar com quais dos 100 brinquedos mais populares do mundo você já brincou!

Você vai recebendo estrelas dependendo de quantos itens você já leu/assistiu/ouviu/visitou etc., e pode postar no Facebook para desafiar seus amigos.

Você também tem a opção de fazer seu perfil para salvar seu desempenho e adicionar novas listas.

Como eu disse, é uma dica divertida, nada que mudará sua vida, mas eu achei bem divertido para passar o tempo.

sábado, 5 de outubro de 2013

Como é que se traduz "head over heels in love" ?

Essa era uma das expressões idiomáticas de um exercício da aula de Teoria e Técnicas de Tradução. A professora estava ouvindo várias sugestões, quando alguém fala: "cair de amores". Eu fiquei feliz, afinal foi isso que eu coloquei, mas minha amiga vira para a minha outra amiga e diz: quem fala "cair de amores"?!

Está aí mais um dilema da Tradução (e da vida, diga-se de passagem). O que é normal para mim não é para o outro. Então, como descobrir o que será visto como mais normal pelo leitor?

Primeiramente, o leitor quer ver algo normal? Entramos na questão do contexto. Jovem, velho, nativo, estrangeiro, hoje, antigamente, aula, conversa informal...São inúmeras situações, e aí o tradutor tem que ficar atento para não deixar-se levar pelo normal subjetivismo. É como dizem, temos sempre que ter uma pulga atrás da orelha. Uma das razões, como dito, é a diferença de nossas realidades.

Esse "problema" acontece mais com tradução literária e publicitária, já que elas aceitam mais variações. A cultura está intrinsecamente ligada às escolhas do autor/publicitário, e aí é hora de você correr atrás do pano de fundo sócio-histórico-político do texto que você estiver trabalhando. Portanto, é muito importante uma (duas, três) leitura atenta aos mínimos detalhes, aos mínimos pedaços dos fios, soltos e amarrados, que aparecem no texto. 

Concluindo, eu diria que o erro é muito relativo, e em poucas profissões isso se faz mais claro que na tradução.

E então, caíram de amores pelo meu artigo? Sintam-se livres para compartilhar suas opiniões.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Foto da Semana #10- A última do ano

Sim, pessoal, hoje teremos a última edição do Projeto Foto da Semana de 2013.

Fazer o projeto uma vez ao ano não era o que eu tinha em mente no começo, mas as circunstâncias me levaram a essa decisão. Achei que continuar indefinidamente poderia se tornar cansativo, ou me fazer sentir acomodada. Além do mais, gosto da ideia de ter 10 fotos/fotógrafos "premiados" a cada ano. Cria uma certa expectativa.

Não sei se todo ano será assim, mas dessa vez  quem vai fechar o projeto será euzinha!!

Pelas estreitas ruas de Valência

Eu já contei aqui que Dezembro passado eu estive na cidade espanhola de Valência. Essa foto foi tirada três dias antes do Natal, num sábado. Saí de casa cedinho e tive que ficar esperando até os lugares abrirem. Esse foi o primeiro que eu visitei. É a vista da Torre de Quart, uma das doze que faziam parte da muralha que circundava e protegia a cidade na época medieval, uma das portas da cidade. Aí eu ainda estava embaixo, mas eu subi até lá em cima. As ruas de Valência são bem estreitas, principalmente na região central, que é onde essa foto foi tirada.

Espero que vocês tenham gostado da minha humilde imagem!

Quero agradecer a todos que cederam suas fotos e os "bastidores" dela para mim e para os leitores do blog. No total, me incluindo nessa conta, foram 8 mulheres e 2 homens, de diferentes lugares do Brasil e uma até internacional. Foram fotografias de pessoas, animais, paisagens e pontos turísticos que ganharam 125 cliques ao todo. Foi tudo muito lindo e eu estou muito orgulhosa de tudo e de todos. Confira tudo aqui. Mais uma vez, obrigada.

Até 2014, com uma nova edição do Projeto Foto da Semana!


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Tag: Doenças Literárias

Hoje responderei minha segunda tag aqui, Doenças Literárias. Eu a vi no blog Tem alguém aí?!, da Beatriz, e no post ela disse que qualquer pessoa poderia fazer. Eu achei bem interessante e original e resolvi fazer, lutando (nem sempre com sucesso) para não responder "Harry Potter" mais de uma vez. Vamos conferir?

Diabetes (Cite um livro muito doce)
Aposto que um dos primeiros nomes que vêm à cabeça de todos é Nicholas Sparks. Apesar de eu também, sem querer, ter pensado nisso, eu vou escolher outro, nada a ver com paixões. Um livro muito meigo e doce, assim como a infância: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.





Catapora (Cite um livro que já leu e que não pretende reler)
Não tem como não lembrar de Morte e Vida de Charlie St. Cloud, do Ben Sherwood. Eu não odiei o livro (você pode ler minha sobre ele no skoob aqui), mas juntou eu não ter gostado muito da história com o fato de eu ter comprado o livro, e aí eu fiquei com uma impressão não muito legal. Estou pensando em ainda esse mês trocá-lo num espaço troca livros.




Ciclo Menstrual (Cite um livro que você relê constantemente)
Primeiramente, uma observação: ciclo menstrual é doença onde?!
Essa foi um pouco difícil. Acredito que o livro que mais se adeque nessa categoria é a Bíblia. Todos os dias eu a leio; sempre que vou à missa a escuto e, de certa forma, isso também é leitura. Eu estou lendo na ordem cronológica, é um desejo que eu tive um tempo atrás, então é claro que acabo lendo coisas antes vistas, já que fiz catequese. E é claro que no futuro também lerei partes já lidas, por meio não só da missa, mas também de outros estudos, excertos que encontramos na internet e assim vai. Afinal, a Bíblia, para um cristão, não é um livro para ler uma vez e pronto.
Eu disse que foi difícil porque Harry Potter entra no meio. Já reli os quatro primeiros livros da série, mas pretendo ler novamente os outros, e relê-los uma, duas, três, infinitas vezes; em português, inglês e espanhol.


Gripe (Cite um livro que se espalhou feito vírus)
O primeiro livro que me veio à mente foi a série Os Instrumentos Mortais, da Cassandra Clare, mas como eu não li nem tenho planos de ler, escolho Jogos Vorazes, da Suzanne Collins. Lembro como antes de lançar o filme a saga já era muito aclamada, e aumentou bem mais depois que houve as adaptações. Eu li o primeiro e pretendo ler Em Chamas e A Esperança ano que vem.




Asma (Cite um livro que tirou seu fôlego)
Eu poderia citar todos os livros do Harry Potter, mas vou escolher o meu favorito: O Enigma do Príncipe. Eu lembro de já nas primeiras páginas ter ficado em choque, e aquele final é simplesmente sem palavras. Não vou dar mais detalhes para não escrever spoilers, mas realmente é de tirar o fôlego.



Insônia (Cite um livro que tirou seu sono)
Essa é difícil, acho que nunca tive um livro que me tenha tirado o sono literalmente. Minha escolha, entretanto, é O Caçador de Pipas, do Khaled Hosseini. É um livro que mexe com você quase que fisicamente, e eu lembro de um dia ter acordado e tê-lo pego na cômoda, assim, direto. Não levantei para escovar dentes nem tomar café, acordei e já fui ler.



Amnésia (Cite um livro que você já leu e não se lembra muito bem do que é a história)
Eu tenho um sério problema de amnésia com As Crônicas de Nárnia, do C. S. Lewis, mas ruim mesmo é a minha situação com O Guarani, do José de Alencar. Eu já estou duvidando de realmente ter lido esse livro.


Má Nutrição (Cite um livro que você acha que faltou conteúdo para reflexão)
Eu quase deixo esse tópico sem responder, porque tenho muita facilidade em encontrar pelo menos uma coisa nos livros que tenha sido útil, válido para reflexão. Então, passeando pela minha estante virtual do Skoob, vi O Crime Mais Cruel, da Miriam Mambrini. A história era cheia de clichês e passou sem deixar muitas impressões.



Doenças de Viagem (Cite um livro que te levou para outra época, outro mundo, outro lugar)
Amo livros deste tipo, e uma das melhores experiências que eu tive foi Sashenka, do Simon Montefiore. Ele realmente consegue te levar até a Rússia, e pela primeira vez eu tive uma grande vontade de conhecer esse país. Isso além do envolvimento em todos os lados da Revolução Russa; antes, durante e depois. Recomendo.






É isso aí, pessoal! O que vocês acharam das minhas respostas? Se vocês já fizeram essa tag em seus blogs, me mandem para que eu possa ler. Se não, respondam aqui mesmo. 
Até a próxima!