segunda-feira, 1 de julho de 2013

Resenha: The Descendants (Os Descendentes) de Kaui Hart Hemmings


Observação importante: eu li o livro em inglês, então qualquer diferença de nome se deve a isso.

Autora: Kaui Hart Hemmings 
Edição: 4ª
Editora: Random House
ISBN0099570246 (ISBN13: 9780099570240)
Ano: 2012
Páginas: 283
Nota: 5

Para começar, uma visão geral da história: Matt King herdou muita terra no Havaí, porque ele é um dos descendentes de um missionário que, há muito tempo, se casou com uma princesa havaina, então agora ele é um dos maiores proprietários de terras do Havaí.  Os descendentes têm que vender essa terra por duas razões: necessidade de dinheiro e, afinal, eles não estavam fazendo nada com a terra. O Matt tem o maior voto, então tem muita pressão sobre ele, agravada pelo coma de sua esposa, causado por um acidente de barco. Além de todos esses problemas, ele ainda tem que lidar com duas filhas também problemáticas. A mais nova é a Scottie, uma menina de 10 anos que mente muito e tem uma amiga muito enjoada e insuportável. A outra filha é a Alex; ela tem 18 anos e era uma viciada em drogas, razão pela qual, no começo da história, ela estava num internato. Agora Matt está no comando e um pouco perdido com isso. Aí ele descobre que sua esposa o estava traindo, o que o confunde: ele fica triste e nervoso com sua mulher, mas não quer se sentir assim, ele quer fazê-la feliz nos seus últimos dias. Quando o doutor diz que sua esposa (que, falando nisso, se chama Joanie) não vai acordar, ele começa a visitar seus amigos mais próximos e familiares para avisá-los e os convidar para se despedir. Além disso, ele se encontra em uma dilema: ele deveria contar ao homem com quem Joanie estava se encontrando que sua amante ia morrer? Seria isso o que Joanie desejaria, o amante em vez do marido? Bem, esses são os pontos principais do romance, de onde a história de desenvolve.

Há mais uma personagem que eu deveria mencionar: Sid, amigo da Alex. Bem, pelo menos é isso que eles dizem ser, apenas amigos. A Alex alega que seria mais "civilizada" com ele por perto, mas acaba que é mais do que isso; Sid também tem um dilema pessoal. Uma personagem divertida e charmosa.

Esse livro agora é um dos meus favoritos. Você torce pelas personagens, você ri com eles, você fica confusa com eles. Eles ganham vida, há uma conexão. Por exemplo, quando Matt pergunta a um casal de amigos se eles sabiam da traição, se sabiam quem era o cara, a mulher o culpa, dizendo que Joanie estava certa, que Matt não foi bom com ela, e eu fiquei tão brava com isso. Quer dizer, ele nunca pensou que havia algo errado, ele pensou que ela gostava do jeito que as coisas estavam, ele a amava. Eu fiquei do lado do Matt, e se você fica do lado de uma personagem, é porque o livro é muito bom, certo? Outro exemplo do quão bom o livro é: uma vez eu quase perdi a parada do ônibus que eu deveria descer porque estava prestando muita atenção à leitura.

As únicas duas coisas que me irritaram em algumas partes do livro foram: eu não conseguia acreditar que uma menina de 10 anos podia ser como Scottie, tão esperta, ardilosa e às vezes até maliciosa, e não sei mais o quê que me fez ter que ficar lembrando que ela tinha 10 anos, e não pelo menos 13; e a segunda coisa foi que eu não conseguia acreditar que um pai podia se preocupar tão pouco com o fato de ter um filha viciada em drogas, que ele prestaria tão pouca atenção a isso. Bem, até o fim do livro, esses problemas se resolveram, em parte porque eu percebi que meu ponto de vista estava errado, em parte porque a história me fez acreditar que eles poderiam ser pessoas reais. Com a Scottie, por exemplo, quão difícil seria ter sua mãe num coma e uma irmã que fica bêbada e usa drogas? E sobre o Matt, se vê como ele sente que falhou com sua esposa, suas filhas...

Uma coisa que realmente me surpreendeu foi ver que esse livro não é muito popular, pelo menos aqui no Brasil; eu nem sabia que aquele filme tinha sido baseado num romance. Isso é uma pena, porque é uma história muito boa, que vale a pena ser lida.

The Descendants é um livro muito bom. Você se sente feliz ao ver o desenvolvimento das personagens e como a autora trata assuntos tão sérios de uma forma leve e às vezes até divertida. Você ficará surpresa com o curso dessa homogênea história.

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